É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade
"À Conversa com...", uma personalidade, (um
familiar, um amigo racional ou irracional, uma entidade, a Lua, ...) foi o mote
de desafio para os alunos da turma B, do quinto ano de escolaridade, realizarem
uma entrevista e darem asas à sua criatividade.
Alguns optaram pela realização de um vídeo criativo, mas
outros, preferiram fazer a entrevista por escrito, TODOS foram fantásticos!
Parabéns a todos elementos da turma de 5.º B pelo
entusiástico empenho, criatividade, dedicação demonstrada.
«Este conto (se o é) tem a sua origem
em duas crónicas, “Um Natal Há Cem Anos” e “A Neve Preta”, publicadas no jornal
A Capital no final dos anos 60 e que hoje podem ser lidas mais comodamente no
volume Deste Mundo e do Outro. A junção delas (que de certa maneira é também
fusão) aconteceu em 1995 e teve como destino uma revista espanhola entretanto
desaparecida. Relidas hoje, novamente refeitas, estas velhas crónicas perguntam
se o muro branco ainda lá está e se ainda há quem tenha de continuar a pintar a
neve com tinta preta. Por mim, acho que sim. Quem dera que sejam muitos os que
tenham razões para pensar que não.»
Coord. Vasco Graça Moura,
Gloria in Excelsis, Histórias Portuguesas de
Natal, col. Mil Folhas, Público
José Saramago faria 100 anos no próximo dia 16 de novembro.
Para comemorar o centenário do único escritor de língua portuguesa galardoado com o Prémio Nobel da Literatura (atribuído em 1998), a equipa do projeto Mensagens tem o prazer de partilhar consigo um Modelo 3D de José Saramago para imprimir e divertir-se!
Celebram-se hoje, 16 de novembro de 2022, os 100 anos do nascimento do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago.
"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. (...) É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."